Associa-te!

A associação de pessoas negras é essencial para a construção do projeto político da UNA enquanto espaço aberto, participado e diversificado, ampliando a sua voz coletiva, o alcance do seu plano estratégico e a sua participação em mesas de discussão que contribuam para a erradicação das assimetrias raciais e da invisibilidade negra no setor artístico em Portugal.

As pessoas interessadas podem contactar-nos para mais informações sobre o funcionamento da UNA e formas possíveis de engajamento.

Sobre a elegibilidade da associação
A UNA é composta, organizada e fomentada por pessoas negras e que desenvolvam a sua atividade no setor cultural, alinhadas com os princípios da negritude, da luta antirracista, e da auto-organização negra, em observação aos direitos fundamentais e à liberdade de associação, no sentido de ampliar uma voz coletiva.

Esta opção prende-se com o reconhecimento da necessidade de reparação, atendendo às continuidades históricas do racismo colonial que mantém assimetrias profundas e dificultam a criação, fruição, acesso, produção, programação e, consequentemente, a representatividade negra no sector artístico em Portugal.

São elegíveis pessoas negras de vertentes artísticas abrangentes, enquanto artistas, mas também nas áreas da gestão cultural, agenciamento, curadoria, programação, investigação, coleccionismo, arte-educação, cinema, técnica, entre outras áreas.

Considerando que o debate e a responsabilidade em torno da nossa causa se estende à sociedade civil, aos movimentos sociais e às estruturas governamentais, a UNA estabelece uma articulação construtiva e transformadora com organizações e indivíduos que se revejam na nossa missão.

Caso se reveja nos requisitos de elegibilidade conclua a sua manifestação de interesse preenchendo este formulário, e notificaremos a partir de setembro.

link para formulário de inscrição.

Artigo 46.º
Liberdade de associação

1. Os cidadãos têm o direito de, livremente e sem dependência de qualquer autorização, constituir associações, desde que estas não se destinem a promover a violência e os respectivos fins não sejam contrários à lei penal.
2. As associações prosseguem livremente os seus fins sem interferência das autoridades públicas e não podem ser dissolvidas pelo Estado ou suspensas as suas actividades senão nos casos previstos na lei e mediante decisão judicial.
3. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação nem coagido por qualquer meio a permanecer nela.
4. Não são consentidas associações armadas nem de tipo militar, militarizadas ou paramilitares, nem organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista.

Em Portugal, vigora o princípio da proibição do tratamento de dados com base em convicções filosóficas ou políticas, filiação partidária ou sindical, fé religiosa, vida privada e origem étnica. Este princípio está consagrado na primeira parte do n.º 35 da CP

A informática não pode ser utilizada para tratamento de dados referentes a convicções filosóficas ou políticas, filiação partidária ou sindical, fé religiosa, vida privada e origem étnica, salvo mediante consentimento expresso do titular, autorização prevista por lei com garantias de não discriminação ou para processamento de dados estatísticos não individualmente identificáveis.

………….

Vídeo da sessão de escurecimento organizada pela UNA para novas pessoas associadas, a 31 de Julho de 2021 – dia Mundial da Mulher Africana e do lançamento oficial da UNA.

(Por ordem de aparição dos quadrados):
Andreia Coutinho | Ilustradora e Mediadora Educativa
Ana Tica | Produtora e Agente Cultural
Isabel Moura Mendes | Gestora Cultural Multilíngue
Raquel Lima | Poeta, Performer e Arte-educadora
Carla Costa | Artista
Mónica Furtado | Editora de vídeo

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